terça-feira, 24 de novembro de 2015

     Há alturas na vida que ela parece correr a nossa frente sem que a consigamos alcançar. tudo parece fugir do nosso controlo e só nos apetece fazer isso mesmo, fugir.
     Parece que tudo à nossa volta ganha vida própria e deixamos de ter o papel central na nossa vida.
     Não controlamos as ações que nos envolvem e os problemas abatem-se sobre nós.
     Estamos mais fragilizados e temos a clara sensação que não conseguimos dará volta, e não é por falta de força é tão só e apenas porque não conseguimos chegar lá!

Porque ninguém vive só uma vida....

Sim, ninguém vive só uma vida e não estou a falar de vida além da morte. Dessa ainda não tenho experiência, pois pelo que sei ainda não morri.

Cada um de nós vive mais que uma vida, em cada papel que assume é como se uma nova vida nascesse. Somos varias pessoas numa só, temos vários eus...  vamos ajustando a nossa vida à vida que ela nos dá, àquilo que os outros nos dão. Por mais livres e autónomos que sejamos, vivemos sempre um pouco à volta dos outros. As vezes de forma indelével mas muitas vezes de forma intensa e penetrante. Chegamos a ser quase duas ou mais pessoas distintivas, ainda que na essência sejamos sempre e para sempre nós.